quinta-feira, 11 de julho de 2013

Dirigentes do SINFERP participam de manifestação

Na manhã de hoje (11), dirigentes do nosso Sindicato, participaram de manifestação organizada pelas entidades sindicais da e Osasco e região, com objetivo de tornar público as denúncias e reivindicações dos trabalhadores.


Com a pergunta: “Até quando os trabalhadores irão morrer em seus ambientes de trabalho?” -  os dirigentes do SINFERP – lembraram  dos ferroviários que perderam suas vidas nos trilhos da CPTM, e que até hoje,  um ano e meio depois das tragédias ,não tiveram suas mortes esclarecidas.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Agenda Sindical

Nesta quinta-feira (11), a partir das 07h00, dirigentes do nosso Sindicato, participarão de uma passeata organizada pelas entidades sindicais de Osasco e região, onde o principal objetivo é tornar público, denúncias e reivindicações dos trabalhadores - Dentre elas, o sucateamento da previdência na região.

Vale lembrar, que esta já é uma queixa antiga das entidades. Em Setembro de 2011, os Sindicatos se reuniram em passeata pela cidade, onde entregaram uma carta aberta a população e, um documento para o superintende substituto - na época  - Makoto Sato, denunciando a falta de fiscalização na regional de Osasco, em especial ao que se refere às perícias médicas.

O evento ficou marcado pela participação de atores fantasiados de “zumbis” -  representando os trabalhadores acidentados que aguardam atendimento da previdência.

O tema volta à tona na manifestação de amanhã, já que quase dois anos depois, os problemas ainda não foram resolvidos.

Informações gerais:

Horário: 07h00

Local do encontro: Em frente a empresa Arvin Meritor de Osasco – Avenida João Batista, nº 825 - Centro.

A questão do transporte público gratuito

É possível a gratuidade do transporte público? Em tese, sim, como é a da educação e a da saúde pública. Se a educação e a saúde pública gratuita deixam a desejar, é outra discussão. Afinal, o transporte público pago também não é nenhum primor. Aliás, nem mesmo a educação e a saúde pagas são, necessariamente, símbolos de qualidade.

Bom mesmo se todos recebessem bons salários, e com eles pagar por moradia, saúde, educação e transporte, mas sabemos que isso não é verdadeiro para a maioria das pessoas em nosso país. Bom, também, se todos recebessem bons salários, e se as taxas e os impostos aplicados sobre eles pudessem assegurar moradia, saúde, educação e transporte geridos pelo Estado. Sabemos, porém, que isso não acontece e não irá acontecer - mesmo se tivéssemos todos bons salários -, pois a gestão do dinheiro público não é confiável nas caixas pretas municipal, estadual e federal.

Apesar de apreciarmos a nossa condição de “emergentes”, o fato é que continuamos sendo terceiro mundistas, e no que a expressão tem de pior: importadores de conhecimentos, de costumes, de valores e de bens que consumimos como se fossem produtos de liquidação em magazines. Lembro-me disso, na questão da gratuidade do transporte coletivo, pela persistência de “especialistas” no velho hábito de buscar experiências – a favor e contrárias – fora do país. “Ah, na França”. “Ah, na Inglaterra”. “Ah, na Colômbia”. Será que não podemos ao menos uma vez criar uma solução que seja nossa?

Em parte, é por conta desse padrão meramente imitativo e acrítico que preferimos pagar por uma educação privada de quinta categoria do que exigir uma educação pública de primeira. Preferimos pagar pela saúde privada dos planos de saúde – de acordo com a relação preço versus cobertura – do que exigir uma saúde pública de primeira. Quanto ao transporte, adquirimos veículos próprios para escapar do sofrível transporte público, mas não somamos forças aos usuários dos ônibus e trens para exigir um tratamento adequado, no mínimo com respeito à condição de usuários pagantes. Nem mesmo eles, usuários, expressam tal exigência. Motivo? Não têm organização, estão individualmente lutando pela sobrevivência, e não têm tempo para participar de manifestações. Enquanto isso vivem de promessas em promessas.

De onde poderia vir recursos para sustentar um transporte público e gratuito? Essa é a pergunta maior. Uma questão de reforma tributária, apenas?

Dizem nossos governantes que, mesmo sendo pago, o transporte público é ainda subsidiado. Dizem que, para escapar dos subsídios, o valor das tarifas deveria ser bem superior à praticada. Embora esses números invariavelmente sejam tratados a portas fechadas, e admitindo a hipótese da necessidade de subsidiar, resta saber quais medidas se fariam necessárias para que ele, o transporte público, fosse totalmente subsidiado, isto é, integralmente pago pelas receitas do Estado.

Eis uma boa discussão, e não tenho a menor ideia de como isso possa ser feito.

O que sei - embora de forma intuitiva -, é que o transporte público privado (ônibus) e o transporte individual privado (automóvel, moto e bicicleta), no que diz respeito à infraestrutura da mobilidade -, são muito subsidiados.

Ninguém vai me convencer de que as receitas advindas de IPVA sejam suficientes para construir ruas, avenidas, pontes, viadutos, manter essas obras viárias, bem como todo o aparato de sinalização, sem contar os inúmeros órgãos de trânsito. De IPTU? Não faria sentido. Aliás, tirando o benefício do serviço da coleta de lixo, para que mais serve esse imposto, lembrando que o proprietário ou locatário paga pelos serviços de fornecimento de energia elétrica, de água e de coleta e tratamento de esgoto? Em muitos municípios, paga inclusive pela construção e conservação das calçadas, e que têm uso público pelos pedestres, as grandes vítimas em todo nosso mambembe sistema de mobilidade. Parte de impostos sobre consumo de combustíveis, talvez, pois diretamente relacionados ao trânsito e poluição? Não sei.

Volta-se a falar em corredores de ônibus. Quem, entretanto, paga pela construção e conservação desses corredores, bem como pela construção e manutenção das paradas e por todo o sistema de sinalização? Os empresários dos ônibus ou o coletivo da sociedade? Qual ou quais os motivos de subsidiá-los pelo transporte de pessoas se fazem parte dessa geleia apenas com veículos, funcionários e combustível? No caso de transporte coletivo sobre trilhos, ao menos cabe ao concessionário ou operador todos os investimentos na construção e conservação do sistema (trilhos, dormentes, eletrificação, sinalização, estações, além do material rodante). Quais os gastos dos empresários de ônibus com a infraestrutura de seu uso exclusivo nos espaços públicos?

Que não venham falar em novo imposto! IPSTP – Imposto para subsídio do transporte coletivo.

O transporte público gratuito passa, portanto, por toda uma revisão do gasto público na cadeia de transportes em geral. Algo me diz - pois não tenho números para sustentar -, que a gratuidade do transporte coletivo público se resolve eliminando os subsídios diretos e indiretos que agraciam o transporte coletivo privado e o transporte individual privado. Com a palavra, porém, quem tiver acesso a esses dados, se é que alguém tenha.

Estou apenas estimulando a discussão.

Éverson Paulo dos Santos Craveiro – presidente do SINFERP

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Acórdão de Dissídio Coletivo de Greve

Assembleia para discussão – Dia 15 de Julho

Publicado ontem (04/07), na íntegra, o Acórdão que oficializa as decisões tomadas pelo TRT, referentes ao Dissídio Coletivo de Greve - movido pelos Sindicatos da Sorocabana e Central do Brasil - em favor da categoria.

Lembrando que para o PCCS – uma das principais conquistas do movimento – no prazo de 15 dias, os Sindicatos e a empresa, deverão formar uma comissão para discussão do Plano.

Respeitando essa decisão, no dia 15 de Julho, nosso Sindicato realizará uma assembleia conjunta com o Sindicato da Central do Brasil, para discussão e deliberação dessa comissão, como também, para eventuais esclarecimentos quanto a outros itens.

O local e horário da assembleia serão definidos e publicados posteriormente em boletim especifico.

É importante que todos os ferroviários tomem conhecimento do Acórdão, e tragam suas dúvidas e opiniões para a assembleia.



quinta-feira, 4 de julho de 2013

TABELA SALARIAL

Esta é uma tabela elaborada pelo Sindicato da Sorocabana. Seus cálculos foram baseados a partir do PCS de 96 - Até os dias atuais. 

Confira! 











Publicado pelo TRT: Resumo de Acórdão de Dissídio Coletivo de Greve

Foi publicado na manhã de ontem (03), no site do TRT, o resumo do Acórdão que oficializa as decisões tomadas pelo tribunal, referentes ao Dissídio Coletivo de Greve. A íntegra deste, deverá ser publicado pelas mídias do Sindicato - nos próximos dias. 

Lembrando que, dentro dos prazos estipulados pelo Acórdão, o Sindicato aguardará um posicionamento da empresa quanto ao cumprimento das conquistas obtidas no TRT. Caso isso não aconteça, o Sindicato tomará as decisões que julgar necessárias.


segunda-feira, 24 de junho de 2013

A valorização dos ferroviários pela valorização do transporte de pessoas sobre trilhos

Todo profissional é um trabalhador, mas nem todo trabalhador é um profissional.  Profissional é aquele que tem dimensão maior da finalidade de sua atividade.  Policial é profissional de Segurança. Médico é profissional de Saúde. Professor é profissional de Educação.

Nós, ferroviários, somos profissionais de Transporte. Enquanto trabalhadores em uma empresa que transporta pessoas, somos profissionais de Transporte de Pessoas. Como essa empresa transporta pessoas sobre trilhos, somos profissionais de Transporte de Pessoas sobre Trilhos.

Comparo ferroviários com policiais, médicos e professores por termos, em comum, uma finalidade social na dimensão maior de nossas atividades.

Essa condição altera a responsabilidade de cada um de nós, assim como da entidade sindical correspondente, que chama para si não apenas a defesa dos interesses trabalhistas de seus representados, mas também a da condição profissional dessas pessoas, pois circunscritas no plano de uma responsabilidade social.

Ora, basta olhar no entorno para notar que não se discute e muito menos se decide no campo da Segurança sem a presença de policiais, isto é, de profissionais de Segurança. Quem pode imaginar o delineamento de políticas de Saúde sem médicos, ou de Educação sem professores?

Não é isso, porém, o que se observa no palco das discussões e deliberações quando os assuntos são transporte coletivo, transporte público, mobilidade, trânsito, congestionamento, e correlatos.  Menos ainda quando em pauta o transporte coletivo de pessoas sobre trilhos.

Nesse debate surgem “especialistas” de todos os tamanhos, cores e cheiros, mas que nem imaginam o que seja um trem, e menos ainda o que seja o drama da vida dos usuários, aos quais se referem como se fossem apenas números.

Por que ficamos a margem dessas discussões, e principalmente dessas decisões? Não temos nada a dizer sobre isso tudo? Ou será pelo fato de não nos interessarmos por isso? Talvez pelo fato de não reconhecer a nós mesmos como profissionais de Transporte de Pessoas sobre Trilhos, mas apenas como ferroviários. Alguns nem mesmo como ferroviários.

É nossa quase ausência no palco dessas discussões que permite à CPTM e ao governo do Estado de São Paulo nos tratar como “coisa”, a ser lembrada uma vez por ano, quando da “obrigatoriedade” de contato pela ocasião da data-base. Neste ano, a coisificação chegou ao ponto de empresa e governo decidirem o que é “melhor” aos profissionais de transporte de pessoas sobre trilhos, e fazer com que essa decisão, deles, fosse empurrada pela garganta de todos nós pelas mãos de dois sindicatos dóceis, sendo que um deles nem mesmo se reconhece enquanto ferroviário.

Quantas vezes a direção da CPTM, ou a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, reuniu a nós, os profissionais de transporte de pessoas sobre trilhos, para compartilhar projetos da empresa ou do governo para o transporte de pessoas sobre trilhos? Quantas vezes demonstrou interesse em conhecer nossas opiniões ou ouvir nossas sugestões sobre o transporte de pessoas sobre trilhos? Quantas vezes fizeram algo assemelhado com os usuários?

Enquanto alienam a nós e aos usuários, atuam em comunhão de unha e carne com empreiteiras, consultorias e outras forças “terceiras”, que desfiguram nossa profissão, mas não a nossa responsabilidade, pois somos nós que eles oferecem aos leões quando de sucessivas falhas e acidentes.  Os “terceiros” são parceiros no bônus, no lucro, e nós parceiros no ônus, no prejuízo.  

Sabemos todos que a atual gestão da CPTM reduziu a empresa a mero balcão de negócios. A chamada modernização ocorre apenas por mecanismos de compra de modernizações, mas em nenhum momento pelo seu desenvolvimento.  Em plena Era do Conhecimento a empresa não tem excelência em gestão do conhecimento. Em plena Era da Participação a empresa é muda e surda para com as duas pontas mais importantes do seu negócio – seus usuários (clientes) e seus profissionais (colaboradores). Em plena Era da Democracia e desaloja um sindicato de sua sede social, o responsável pelas Relações Sindicais formula uma queixa crime contra um dirigente sindical, persegue, pune e finalmente demite os representantes de seus profissionais. Não demonstra zelo por qualidade e segurança em seus serviços. Amarga três greves em três anos sucessivos de gestão. Em resumo, a atual direção anda na contramão de todas as tendências do mundo político e organizacional, motivo de não gozar de credibilidade e respeito de usuários e de seu quadro de profissionais.

É um reflexo do PSDB, verdade, responsável direto pelo desmonte da ex-Malha Ferroviária Paulista, e mentor das políticas de parcerias, mas com a iniciativa privada bancada (PPPs) com dinheiro público. Não forma nenhuma parceria com usuários e com seus próprios profissionais. Mesmo sendo apenas espelho da política do governo, porém, poderia a direção da CPTM demonstrar um pouco mais de competência gerencial, no mínimo no quesito gestão de pessoas (e não mera gestão de números).

Enquanto não houver maior dignificação nos serviços que a CPTM presta aos usuários, também não haverá dignificação a nós, profissionais de transporte de pessoas sobre trilhos. Cabe a nós, portanto, continuar a luta pela dignificação profissional da categoria, e iniciar a luta pela dignificação dos usuários, nossos verdadeiros e legítimos “patrões”.

Ninguém fará isso por nós, senão nós mesmos. Ingenuidade esperar da atual diretoria da CPTM, do atual governo do Estado de São Paulo, de partidos políticos, ou dessa moçada que está ocupando as praças públicas - e que luta por questões maiores (melhoria nas condições do transporte público) -, que por força de ofício deveria ter a nós na condição de carro-chefe, e não de reboque.

Éverson Paulo dos Santos Craveiro – Presidente do SINFERP

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O próximo andar da carruagem

O sindicato aguarda pela publicação do Acórdão, pois nele constará, em detalhes, os fundamentos de cláusula a cláusula de nossa pauta de reivindicações, e que foi objeto do julgamento.

No Acordão, e no prazo de 15 dias a partir de sua publicação, será necessário formar a comissão que irá tratar do PCCS. Para bem aproveitar essa imensa oportunidade para todos os ferroviários – e que foi uma das mais importantes conquistas do movimento -, o sindicato irá convocar uma assembleia específica a fim de eleger a comissão que dará início a esses trabalhos.

No próximo dia 30, data do pagamento dos salários, o sindicato entende que todas as conquistas obtidas no TRT-SP devam ser pagas, bem como estendidas aos colegas das linhas 7 e 10. Caso isso não aconteça, o sindicato tomará as decisões que entender como necessárias.  

Na Certidão do Julgamento, foi indeferida a cláusula 63, e substituída pelo Precedente Normativo número 21, que fala do desconto de 5% do salário básico do empregado associado, de uma única vez, no pagamento do salário já reajustado a título de “contribuição assistencial” em favor do sindicato profissional dentro do prazo de 30 dias.

Em respeito à assembleia, que aprovou o desconto assistencial no valor de 3%, aos associados da base de representação da Sorocabana esse será o percentual aplicado, de uma única vez, e aos ferroviários que não concordem com tal pagamento, o direito de oposição até o dia 27 deste mês. Nesse caso, o optante deve entregar carta no sindicato e, também na empresa, a via protocolada pelo sindicato, até a data limite de 27 do corrente.

Ao valor da mensalidade do sindicato foi aplicado o mesmo percentual de reajuste, passando para R$ 46,30.


Cabe agora, à categoria, reconhecer ou não os esforços de nosso sindicato na árdua luta que foi a campanha do ACT 2013/14. Na verdade, da entidade junto ao esforço de parcela da categoria, mas com resultados para todos.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Agenda de ferroviário consciente para esta quarta-feira

Nosso movimento não terminou. Nesta quarta-feira (19/06), ferroviário consciente tem dois compromissos em sua agenda:

Para quem puder, por volta das 13 horas comparecer no TRT-SP, vestindo colete e portando identidade.

Às 19 horas todo mundo na assembleia em frente à estação Luz