
Ferroviários e sindicato entendem que a manutenção dos trens, dentro das dependências da empresa e com equipamentos da empresa, realizada por empreiteiras, representa uma ameaça aos interesses públicos.
No plano financeiro, não há necessidade de a CPTM contratar empreiteiras para executar as mesmas atividades da empresa, ainda mais dentro da empresa e com equipamentos da empresa. Além disso, ao transferir para as empreiteiras o poder decisório sobre compras, não resta dúvida que, visando maximizar lucros, elas irão praticar a aquisição de peças e de serviços “genéricos”. Nessa medida, a segurança dos passageiros estará sempre em risco.
No plano profissional, a manutenção praticada por empreiteiras é sempre realizada por trabalhadores “genéricos”, isto é, sem a formação, comprometimento e identidade profissional dos ferroviários – os “originais”.