terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ferroviários do MS denunciam crimes e demissão de sindicalista pela ALL Logística


Empresa desrespeitou acordo assinado no TST e partiu para retaliação: crime antissindical



A transportadora ferroviária América Latina Logística (ALL) abocanhou 16 mil dos 29 mil quilômetros da malha existente no país em 1997, tendo ganho com a privatização tucana o direito de exploração da malha por 30 anos. Acusada de dilapidar o patrimônio da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e de causar prejuízos de mais de dezenas de bilhões ao erário, a empresa também tem se mostrado profundamente antissindical. Em entrevista ao Portal do Mundo do Trabalho, Evanildo da Silva, do Coletivo Indígena de MS e dirigente demitido do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviários de Bauru, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, denuncia abusos e exige justiça.


O Sindicato reagiu às arbitrariedades cometidas pela ALL e aconteceram as retaliações. Como foi isso?


As primeiras demissões ocorreram quando a ALL comprou a malha ferroviária Bauru-Corumbá. Em 2007, barramos a chamada monocondução, que tentou operar com um único maquinista. O Sindicato entrou com uma liminar e conseguimos reverter as demissões, garantindo a condução pelo maquinista e um auxiliar, o que melhora muito as condições de segurança do transporte ferroviário.


Como foi o corte nos funcionários da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA)?

Demitiram centenas de trabalhadores com mais de 20 anos de serviço e os substituíram por mão de obra com salário muito inferior. Terceirizaram todos os tipos de serviço que eram atividade-fim da ferrovia e instalaram a precarização das relações do trabalho. Como a direção do Sindicato tem denunciado tais práticas, vem sendo sistematicamente perseguida, pois não se dobra às pressões.


E então ampliaram a pressão contra os sindicalistas, chegando até a demitir dirigentes com estabilidade.

A primeira demissão de sindicalistas pela ALL ocorreu em 2007, com o afastamento de cinco dirigentes. Naquela oportunidade, batalhamos e conseguimos reverter. Garantimos a reintegração de todos, inclusive a minha. Mas a empresa continuou pelo caminho errado. Não contente com as denúncias de prática antissindical, a ALL cometeu vários crimes, desde ambientais, até assédio moral e sexual. Em Corumbá temos inclusive um Boletim de Ocorrência, onde foram elencadas várias provas.


A pretensa “modernidade” da ALL usa até trabalho escravo...

Entre os reiterados abusos descobrimos até trabalho análogo à escravidão, quando da revitalização do Trem do Pantanal, na região de Palmeiras, revelada em ação junto com o Ministério Público. Temos também inúmeras denúncias contra a ALL por não emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), que crescem em virtude do trabalho por metas, da pressão e do assédio. Quem registra acidente de trabalho é mandado embora. Depois se consegue reverter na Justiça, mas após o ano de estabilidade, assegurado pela legislação, a empresa demite o trabalhador.


A paralisação deu visibilidade às reivindicações da categoria. O que ocorreu depois?

Realmente tivemos uma grande greve, de dez dias, em 2009. Foi do dia 31 de agosto até o 9 de setembro. O dissídio acabou no TST, onde a empresa de comprometeu a respeitar a entidade e a estabilidade de 20 dirigentes. Mas mais uma vez não honrou a palavra assumida e, embora a greve tenha sido considerada legal pela Justiça, temos três dirigentes e mais de 100 maquinistas demitidos. Estamos na luta, com um processo trabalhista que, infelizmente, é sempre muito demorado.


Uma das grandes contradições denunciadas pelo Sindicato é que há muito recurso de fundos de pensão na ALL, empresa marcada pela mais completa irresponsabilidade social.

Cerca de 50% das ações da ALL são de fundos de pensão do Banco do Brasil, da Caixa, dos Correios e da Petros, do BNDES, dinheiro dos trabalhadores. Para que não haja fiscalização chegaram até a fraudar a eleição do companheiro Roberval Duarte, em 2006, retirado do Conselho Administrativo porque havia exigido contrapartidas para a liberação de recursos. É uma prática inaceitável, que necessita ter um ponto final.

Fonte: Portal CUT 

sábado, 3 de setembro de 2011

Cadê a malha paulista? (artigo)


Como a economia do Brasil cresce a custa da exportação de commodities (principalmente grãos de cereais e de minérios), transporte ferroviário e aquaviário são as coqueluches do momento. 

Personagens que no passado promoveram o desmonte da ferrovia e da marinha mercante brasileira, somam-se aos que nunca se pronunciaram sobre essa história, e todos se tornaram, agora, parceiros na defesa dos trens, barcos e navios. 

Que bom, não fosse um detalhe: na febre atual por trilhos e embarcações, pensam exclusivamente em cargas. 

Descobriram, finalmente, que um Comboio Duplo Tietê (embarcação pluvial composta por um rebocador e quatro chatas) transporta 6.000 t, ocupando o espaço de apenas 150 metros de comprimento. Descobriram que o Duplo Tietê equivale a 2,9 Comboios Hopper (um trem de 86 vagões de 70 t), mas que ocupa espaço de 1,7 quilômetros de comprimento. Descobriram também que o Duplo Tietê equivale, no modal rodoviário, a 172 Bi-Trem Graneleiras, de 35 t, ocupando espaço de 3,5 quilômetros (se mantidos 26 quilômetros em movimento). 

Tudo em favor do transporte fluvial, não fosse o caso, no Estado de São Paulo, da existência de poucos rios e com poucos trechos navegáveis. Com restrições ao amplo emprego desse modal, pontos para as ferrovias.

Não é sem razão, portanto, que o Ministério dos Transportes entende que “dar prioridade aos investimentos em transportes ferroviário e hidroviário produz benefícios econômicos resultantes de menores custos de operação e frete por tku (tonelada, kilômetro, útil) dessas modalidades, em relação ao transporte rodoviário”.  O ministério descobriu que desses investimentos “resulta também em menor emissão de gazes poluentes na atmosfera, oferecendo melhor qualidade ambiental no ar e menor impacto no aquecimento global”

É com essa mentalidade que o PAC1 destina aos transportes, entre 2007 e 2010, R$ 80 bilhões, e, no PAC2, entre 2011 e 2014, mais R$ 105 bilhões. Ótimo!

A saber, agora, onde o ministério deseja aplicar esse montante. Vejamos: na expansão da malha ferroviária pela “estruturação de moderno sistema ferroviário integrado, e de alta capacidade, conectando áreas de produção agrícola e mineral aos principais portos e às zonas de processamento e consumo interno, com perspectivas de atendimento também da movimentação de contêineres"no aumento de capacidade da malha atual pelo"equacionamento de trechos que apresentam restrição de capacidade em face da demanda de transporte, com duplicação de linhas, construção de variantes e melhorias de traçado e de conexão com os portos. Eliminação de pontos de conflito associados a travessias de zonas urbanas, com equacionamento de passagens de nível e implementação de contornos ferroviários".

Ótimo, mais uma vez, mas permanece a questão original: tudo isso está orientado para o transporte ferroviário de cargas. Para o transporte de pessoas sobre trilhos, o  projeto fala apenas em TAV (trem de alta velocidade, trem-bala), ligando Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo, com conexão em Campinas (SP).

No caso do Estado de São Paulo, esse projeto merece uma atenção especial, pelos seguintes motivos: 1) São Paulo já "teve" uma extensa malha ferroviária, com importantes troncos e inúmeros ramais, por onde circulavam trens de carga e de passageiros; 2) depois da privatização, os troncos principais ficaram restritos ao transporte de carga, fazendo de São Paulo um mero corredor de exportação para os produtores de commodities, sem nenhum benefício para os municípios paulistas; 3) os inúmeros ramais foram simplesmente abandonados, roubando dos municípios a oportunidade de desfrute da ferrovia para a movimentação local ou regional de produtos (riquezas materiais) e de pessoas (riquezas humanas). 

Para São Paulo, portanto, interessa a revitalização da malha paulista original - e não apenas para o transporte de commodities -, mas principalmente para movimentação de produtos e de pessoas no âmbito regional e estadual. Recuperar ramais desativados (abandonados) e duplicar linhas nos troncos, é apontar para o resgate da ferrovia paulista, por onde possam circular trens de carga também de pequena e média capacidade, assim como trens de passageiros e trens turísticos. 

O projeto do ministério prevê um ferroanel paulistano (ao exemplo do rodoanel), mas todo ele orientado para a carga, visando apenas retirar o movimento dos cargueiros dos trechos operados por trens metropolitanos. Não prevê, entretanto, a construção de um ferroanel metropolitano no entorno da Macrometróple da capital, solução sustentável para a caótica situação do transporte, trânsito e poluição da cidade. 


No interior paulista, a proposta de "eliminação de pontos de conflito associados a travessias de zonas urbanas, com equacionamento de passagens de nível e implementação de contornos ferroviários" irá, na prática, significar a erradicação dos trilhos nos perímetros urbanos, quando poderiam ser perfeitamente bem aproveitados para o transporte interno de pessoas, por intermédio, por exemplo, de VLTs. Se faz necessária, igualmente, a restauração e manutenção de toda a memória da ferrovia paulista (estações, etc), pois representa um patrimônio imaterial de imenso valor cultural e histórico.

Em resumo: antes de qualquer benefício do projeto do ministério, interessa aos paulistas o resgate de sua malha original, para que os trens possam estar novamente a serviço das economias e das sociedades locais.

Rogério Centofanti

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sindicato da Sorocabana participa de ato contra a precarização da superintendência

Foto do jornal Visão Oeste (On Line) : Sindicalista Reunidos
 um dia antes da manifestação para elaboração do documento 
O Sindicato da Sorocabana participou de manifestação realizada ontem (01/09), em frente à Superintendência do Ministério do Trabalho e Emprego (SRTE/SP), em São Paulo, onde protestaram contra o sucateamento da previdência na região.


Entre as entidades presentes estavam: O Conselho Intersindical de Saúde de Osasco , Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região e o Sindicato dos Bancários.

Foi entregue carta aberta para a população e, um documento para o superintende substituto, Makoto Sato, denunciando a falta de fiscalização na regional de Osasco, em especial ao que se refere às perícias médicas. Atores fantasiados de “zumbis” representaram os trabalhadores acidentados que aguardam atendimento da previdência.

Por Camila Mendes
Da Redação

Agente de segurança utiliza técnica de reanimação cardiopulmonar e salva a vida de usuário

A iniciativa do agente de segurança Rafael Isidoro Augusto, aliada ao treinamento de primeiros-socorros ministrado pela CPTM, foi determinante para salvar a vida do usuário Gervásio Soares Barbosa, de 78 anos de idade. Ele foi vítima de uma parada cardiorrespiratória quando viajava em uma composição na Linha 8 - Diamante [Júlio Prestes - Itapevi], no início de agosto. 

Desde 2008 na Companhia, o agente revelou que foi a primeira vez que participou de uma ocorrência desse porte. "No começo, fiquei um pouco assustado, mas depois que tudo deu certo, acabou sendo realmente muito gratificante, pois salvar uma vida não tem preço", disse.Rafael explicou que adquiriu o conhecimento de RCP [Reanimação Cardiopulmonar] há três anos, durante um treinamento de primeiros-socorros ministrado na empresa, mas que nunca havia colocado em prática.

As informações repassadas no treinamento foram essenciais para que ele atuasse de maneira satisfatória no atendimento da ocorrência. O usuário Barbosa confidenciou ao supervisor de Segurança Airton Silva da Rocha, que lhe fez uma visita alguns dias após a ocorrência, que o socorro salvou sua vida.

Foi o próprio médico, José Eliéser Couto, do hospital Sameb, de Barueri, quem havia dito isso. Ainda segundo Rocha, a vítima e seus familiares manifestaram um desejo muito grande em encontrar o agente Rafael pessoalmente para agradecerem a ele a vida que lhes foi devolvida. Os familiares disseram ter a consciência de que o agente da CPTM teve atitude de um profissional competente e que lhe serão gratos pelo resto da vida.

O salvamento

O agente Rafael contou que no dia da ocorrência, realizava, com sua equipe, o patrulhamento de rotina no trecho entre as estações Santa Terezinha e General Miguel Costa. No momento em que se encontravam na plataforma da Estação Santa Terezinha, receberam uma reclamação sobre poluição sonora no interior de uma composição e foram averiguar. Porém, quando os seguranças entraram no trem, alguns usuários começaram a gritar que havia um passageiro passando mal.

Ao se aproximarem, os agentes se depararam com um senhor, já desfalecido, que estava caído sobre a esposa, Maria da Conceição Dias Maciel, que estava desesperada. A vítima foi retirada da composição pelos seguranças e acomodada na plataforma da estação. 

Logo, Rafael percebeu que o homem não respirava e, além disso, não apresentava os batimentos cardíacos. Então, ele procurou aliviar as vias respiratórias da vítima, desabotoando suas roupas e, em seguida, iniciou uma massagem cardiorrespiratória. Minutos depois, o senhor recobrou a consciência, mas desfaleceu novamente.

Rafael, então, retomou a sessão de massagens até que o vitimado ficasse totalmente restabelecido. Após recuperar a consciência, o usuário foi encaminhado ao hospital. "Muitos usuários acompanharam admirados o desfecho da ocorrência e isso foi muito bom. As pessoas que lá estavam perceberam que a serviço da Segurança não é somente coibir delitos. Nosso objetivo também é ajudar os usuários", completou. 

Fonte e imagem : Site - CPTM / Assessoria de Imprensa

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sindicato da Sorocabana visita museu dos transportes "Gaetano Ferolla"

Patio do museu  
No ano em que a ferrovia e seus Trens Bala, VLTS, são matéria em todos os jornais do país e do mundo, destacando-se pelo seu baixo custo, segurança e sustentabilidade, encontramos São Paulo como ponto de partida para criação e execução de novos projetos de transportes sobre trilhos. Porém, talvez a questão não seja criar e sim recuperar projetos.
Depois do Rio de Janeiro em 1859, São Paulo foi uma das primeiras cidades a implantar o sistema de transporte público sobre trilhos no país que, possuía 227 km de extensão e qualidade de vida.

Para entender isso, será necessário voltar ao tempo, lembrar-se de quando a cidade de São Paulo dava seus primeiros passos.  O Sindicato da Sorocabana esteve no museu de transporte metropolitano do estado, onde encontramos mais do que passado.
De volta para o futuro
Localizado no Centro de São Paulo, o museu dos transportes públicos foi inaugurado em 1985, por um ex-funcionário da Companhia Municipal de Transportes Coletivos – CMTC e um apaixonado pela cidade de São Paulo, o Sr. Gaetano Ferolla.  Determinado, iniciou a coletânea do museu com algumas peças cedidas por colegas de trabalho e aos poucos enriqueceu o espaço através de doações feitas por colecionadores.

Hoje, mantido e administrado pela SPTRANS, disponibiliza ao público mais de cem anos da história do transporte público coletivo no país e a evolução do urbanismo na cidade de São Paulo, através de veículos, fotos, móveis, objetos e documentos totalmente restaurados.


Entre essas relíquias, encontramos mais do que passado, encontramos funcionários e visitantes completamente rendidos à beleza da terra da garoa na década de 20, com seus bondes luxuosos reluzidos pelas luminárias.

Engenheiro e Presidente do Museu
 Henrique Di Santoro Junior
Um exemplo disso é o engenheiro civil e presidente do museu, Henrique Di Santoro Junior que, fez questão de acompanhar o Sindicato durante a visita e nos contou histórias surpreendentes enquanto conhecíamos o acervo que, sem dúvidas, demonstra a ligação da ferrovia com a formação da cidade de São Paulo.
Iniciamos pela réplica do primeiro bonde a chegar a São Paulo no ano de 1872, ainda puxado por tração animal, colocou o Brasil como um dos primeiros países do mundo a adotar o transporte sobre trilhos, antes mesmo de Inglaterra, Alemanha e França.
Segundo os arquivos do museu, esses bondes circularam na cidade somente até 1904, devido ao sistema elétrico inaugurado quatro anos antes, no dia 7 de Maio, pela Light – Companhia de Energia Elétrica.
Os bondes elétricos tinham algumas particularidades, entre elas: calhas que armazenavam águas pluviais que, essenciais para purificação do ar e uma espécie de esteira ligada aos freios para auxilio em casos de atropelamento.
Segundo Henrique, “era um sistema muito simples, bastava o motorneiro (como é chamado o motorista do bonde), frear para que este componente de madeira caísse e batesse no corpo para abrir essa esteira onde a pessoa rolava para dentro e evitava um dano ainda maior. Uma curiosidade é que os bondes que circulam em outros países, como na Inglaterra e, o próprio VLT, têm o mesmo sistema de proteção”, finalizou.
Uma das principais atrações do museu, é um bonde de 1947 de três portas, possuíam poltronas de palha e um sistema de calefação que aqueciam os bancos no inverno. Por ser um veículo luxuoso, ganhou o nome de “Gilda”, em homenagem ao personagem da atriz Rita Hayworth.
Visita agendada de escola municipal
 “Atendemos muitas crianças, adolescentes, e, quando mostramos os bondes e as fotos da cidade de São Paulo naquela época, escutamos comentários incríveis, como o de uma adolescente que ao entrar no Gilda, disse que daria tudo para viver neste tempo, onde era possível conversar em segurança com os amigos em uma cidade sem poluição”, declarou Henrique.
O “Gilda” parou de circular em 25 de Janeiro de 1967, abrindo espaço aos Trólebus. Não existe registro de mais nenhuma unidade deste bonde no mundo, além do Brasil, em São Paulo e Castambul, na Austrália.
Os primeiros Trólebus (ônibus movidos à eletricidade) chegaram ao Brasil em 1954 e também podem ser vistos no museu, entre eles, o Grassi-Villares, projeto piloto do país. Os trólebus, ainda existentes em São Paulo, hoje, depredados pela falta de investimento e manutenção do governo.
O museu apoia projetos em pró do transporte público de qualidade, um deles é o “Respira São Paulo”, que de acordo com matéria publicada no portal G1 da Rede Globo, em 25/08, “têm como objetivo incentivar os transportes alternativos sustentáveis”.
Encerramos nossa visita ao museu, em meio às fotos da cidade que um dia teve a ferrovia como seu principal aliado a qualidade de vida.
Informações Gerais
Quem quiser conhecer o museu Gaetano Ferolla e um pouco da história do transporte público de São Paulo, ele está localizado na Avenida Cruzeiro do Sul, 780 – Canindé / São Paulo (próxima à estação Armênia do Metrô).
Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 17h.
Entrada franca.
Em casos de visitas agendadas para instituições de ensino entre em contato pelo telefone: (11) 3315-8884 ou acesse www.sptrans.com.br

Por Camila Mendes
Da Redação  

Ferroviários aguardam nova avaliação do TST em relação à redução salarial e voltam a utilizar os coletes de campanha

Em assembleia realizada ontem (31/08), na sede social do Sorocabana, em Osasco (SP), o Sindicato prestou esclarecimentos a categoria quanto o andamento do dissídio coletivo de greve. Foram feitas as avaliações e discussões de futuros encaminhamentos ao que se refere à redução salarial de 3,5%, de forma retroativa ao dia 27/07/2011, aplicada no último pagamento pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Também, foi apresentado, o resultado da reunião realizada em Brasília com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, no dia 30 de Agosto que, garantiu as entidades uma nova avaliação do efeito suspensivo concedido à empresa. De acordo com o Sindicato, isso será feito assim que o processo estiver disponibilizado em Brasília, com todos os documentos que comprovem as alegações das partes, o que já foi providenciado pela entidade.

Diante desse quadro, os ferroviários presentes decidiram manter a assembleia em caráter permanente até que seja feita essa nova avaliação e também a volta do uso dos coletes, como manifestação e repudio a redução salarial.

Por Camila Mendes
Da Redação 


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sindicato participa de protesto contra o sucateamento da Superintendência Estadual do Trabalho de São Paulo

Amanhã (01), a partir das 10h00, o Sindicato da Sorocabana juntamente com o Conselho Intersindical e outras entidades, participará de um ato de protesto em frente à Superintendência Estadual do Trabalho de São Paulo, na Rua Martins Fontes (SP), com o objetivo de cobrar seriedade e fiscalização no que se refere ao atendimento dos assegurados da previdência, em especial nas perícias médicas.

Não é de hoje que as entidades se manifestam contra o atendimento. Em Abril deste ano já havia acontecido algumas reuniões com os representantes: Jonas Paes, responsável pelo Monitoramento Operacional de Benefícios (MOB), e o Dr. Gilmerson da Costa Silva, chefe dos peritos, onde foram apresentados documentos de pacientes com doenças crônicas, liberados pela previdência. Na ocasião ficou definido que esses casos seriam reavaliados, o que não aconteceu.

Para a manifestação estão previstas algumas ações conjuntas com a população e a elaboração de um documento que, deverá ser entregue ao Superintendente José Melo e para o Ministro Lupi.

Por Camila Mendes
Da Redação 

Ferroviários se reúnem hoje em assembleia na sede social do Sindicato

Os ferroviários das linhas 8 (Diamante) e 9 (Esmeralda), da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), se reunirão em assembleia hoje,  a partir das 17h30, na sede social do Sindicato da Sorocabana em Osasco (SP).

O objetivo desta assembleia é prestar maiores esclarecimentos a categoria quanto ao andamento do processo de dissídio coletivo de greve, tomar conhecimento dos termos do comunicado 47/2011 publicado pela CPTM no último dia 05, no jornal mural, onde informou que aplicaria na folha do mês de Agosto, a redução salarial de 3,5% de forma retroativa ao dia 27/07/2011. 

Os ferroviários não descartam a possibilidade de um movimento grevista parcial, caso comprovada a redução salarial.  

Por Camila Mendes
Da Redação 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sindicato e CPTM iniciam reuniões de saúde e segurança do trabalho

Imagem: patixspresentes.blogsopt.com 

No último dia 25/08, no DRHS do Brás, Sindicatos e CPTM deram inicio as reuniões bimestrais referentes às normas regulamentadoras de saúde e segurança do trabalho, conforme especificado na cláusula 056 do atual ACT.

Na ocasião a empresa apresentou o andamento dos planos de ações de prevenção e preservação da saúde dos empregados no seu ambiente ocupacional. O Sindicato da Sorocabana fez algumas observações que, deverão ser especificadas em ata e publicadas para a categoria.

As próximas reuniões estão previstas para acontecerem entre o final de Outubro/2011 e Fevereiro 2012. Até lá, o Sindicato manterá a categoria informada de todas as decisões e ações.

Confira as próximas datas:

Mês
Data
Outubro /2011
27/10/11
Dezembro / 2011
15/12/2011
Fevereiro / 2012
23/02/2012

Por Camila Mendes
Da Redação 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

As deliberações do Seminário Regional da Frente Parlamentar no Rio Grande do Sul


Deputado Uczai recebe réplica do "Brasil TREM Jeito" 

Excelente, quando comparado ao de São Paulo (Região Sudeste), o Seminário Regional “Desenvolvimento e Ferrovias”, da Frente Parlamentar Mista das Ferrrovias, ocorrido em 26 de agosto, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (Região Sul).

Nosso sindicato esteve presente e apoiou, em discurso, as propostas do Deputado Estadual Raul Carrion (PCdoB-RS), em favor da reativação e modernização dos trechos ferroviários existentes no país.

Ao final do Seminário foi aprovado o seguinte documento, denominado “Carta do Sul”.

Lideranças políticas, governamentais, empresariais e do setor ferroviário dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, reunidas no Seminário Regional “Desenvolvimento e Ferrovias”, em Porto Alegre/RS, no dia 26 de agosto de 2011, que tratou sobre o diagnóstico das ferrovias no Sul do país, resolveram tornar pública a Carta do Sul, que traduz as seguintes proposições:


Apoio à política federal de expandir e fortalecer o modal ferroviário para o desenvolvimento do país. 


Pela defesa da Ferrovia Sul/Norte (Norte/Sul) para que a construção seja feita por lotes nos três estados do sul, apoiando a deliberação do Codesul.


Garantir no Plano Plurianual (PPA) recursos para a execução dos projetos ferroviários que contemplam a região Sul do país.


Reativação e modernização dos trechos ferroviários existentes no Sul do país, recuperação do patrimônio, e que as autoridades competentes assumam as respectivas responsabilidades. Pelo cumprimento da deliberação n. 124, que estipulou prazo de 60 dias para as concessionárias apresentarem cronogramas físicos para execução de obras de recuperação de trechos e ramais ferroviários subutilizados ou sem tráfego de cargas. Da mesma forma, que cumpra-se as três novas resoluções publicadas pela Agência, no novo “Marco Regulatório do setor no Brasil”, com regras de utilização de trechos, metas a cumprir e compartilhamento de linhas.


Que os projetos ferroviários, do ponto vista tecnológico, possam contemplar o transporte de carga e de passageiros.


Realização de audiência com o novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, para tratar das obras, projetos e situação das ferrovias no Sul.


Retornar os processos licitatórios dos projetos de viabilidade técnica e ambiental da Ferrovia da Integração, em Santa Catarina, em ambos os trechos, Itajai/Chapecó e Chapecó/Dionisio Cerqueira.

Promover debates permanentes com a sociedade civil para que participe dos projetos ferroviários e do acompanhamento dos mesmos.