sábado, 11 de junho de 2011

Edinalvo Delmiro da Silva: um herói para seus colegas ferroviários

Após correr pela linha do trem , não faltou forças para o montador automotivo Cláudio Almeida dos Santos, 30 anos, gritar e acenar desesperadamente para o maquinista do trem que ameaçava colidir com o ônibus que caiu sobre a linha férrea, na manhã de quinta-feira, em São Caetano.

Ele foi o primeiro passageiro a conseguir sair das ferragens do coletivo e pedir ajudar  para as outras 14 pessoas que estavam presas. Santos compareceu ontem ao 2º DP de Santo André para buscar documentos pessoais e revelou: ele não se considera um herói. "O mais importante foi ter voltado para o ônibus e tentar ajudar o pessoal a sair."

Ao sair do ônibus tombado, Santos lembra de ter tentado ajudar uma senhora a se levantar. Em seguida, averiguou a situação da motorista. "Ela não parava de perguntar o que havia acontecido."

Em seguida, ele saiu por uma das janelas do fundo do coletivo. "Ouvi algumas pessoas gritarem: ‘Olha o trem'. Foi quando olhei para os trilhos, e ao longe avistei uma luzinha", relatou.

Ele não sabe por quanto tempo correu e nem mesmo a distância. Santos sequer notou os pequenos ferimentos. "Corri muito e fiquei em frente à locomotiva. Acenei muito para que me vissem."

O passageiro sabe dizer apenas que estava distante o bastante para não presenciar a colisão da composição com o ônibus. "Vi essa cena pela televisão, pois naquele momento o mais importante era ajudar os passageiros."

O montador mora no bairro Prosperidade. No dia do acidente, Santos tomou o coletivo para ir a uma consulta médica, no Centro. Ele estava de folga do trabalho. "Havia uma semana que pretendia marcar a consulta. Tive a opção de ir ao médico um dia antes", relembrou.

Com experiência no ramo automotivo, o passageiro conta que o ônibus não estava em alta velocidade. "A motorista (Lilian Souza Freitas, 30 anos) fez a curva e tentou corrigir a posição do veículo, manobra normal para quem tem de passar naquela ponte."

Segundo a vítima, o coletivo perdeu a direção tão logo chegou ao piso de paralelepípedos. Depois disso, o veículo tombou sobre a mureta, que cedeu ao peso. "É um local muito escorregadio", disse, sobre o piso da ponte.

No sentido contrário à condução, Santos relembra que seguia um veículo de passeio. "Mas não estava na contramão e acho que não atrapalhou a manobra do ônibus."
O montador faz parte da lista de 18 pessoas arroladas no inquérito policial. Segundo o delegado plantonista da delegacia, Roberto Von Hayden, os depoimentos podem começar hoje e prosseguir ao longo da semana.


Maquinista aproveita encontro com Alckmin e fala de salário

O maquinista Edinalvo Delmiro da Silva, 40 anos, aproveitou evento com a presença do governador Geraldo Alckmin, ontem, para dizer que espera que o governo tenha "sensibilidade" em relação aos salários dos ferroviários.

Edinalvo negou ter sido herói por ter conseguido parar o trem antes que ele atingisse a cerca de 90 km/h o ônibus que havia caído do viaduto. Ele passou todos os méritos para o passageiro do ônibus que o avisou do problema.

"O herói foi o rapaz que veio correndo na minha direção. Ele sinalizou quando eu estava a cerca de 200, 250 metros do ônibus e aí consegui parar. Eu só encostei no ônibus, só acabei empurrando", disse, na manhã de ontem, ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), durante a entrega de novos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

Silva trabalha há 15 anos na CPTM, 11 como maquinista. Ele conta que precisou acionar o freio de emergência algumas vezes, mas nunca em uma situação como essa. Alckmin ressaltou o feito de Edinalvo - a quem chamou de "Edinaldo" pelo menos por três vezes. "Com sua habilidade, sua formação profissional, ele conseguiu segurar o trem, evitando uma grande tragédia." O maquinista usava adesivo do movimento de greve da CPTM, que foi retirado durante a aglomeração do evento


Diário do Grande ABC - Renan Fonseca - 11 de junho de 2011

Comentário do SINFERP:

 

Você é um herói para a sua categoria, Edinalvo, e duas vezes, pois não se prestou a ser garoto propaganda do governador que inaugurou trens na mesma hora que seus colegas recebiam "não" do governo no TRT-SP, além de ter impedido uma tragédia maior no episódio do ABC.

Próxima assembléia já tem data marcada

Ontem, 10/06 (sexta-feira), o Sindicato e a categoria decidiram em assembléia realizada na estação Julio Prestes, manter o estado de greve até o próximo dia 15 de junho, data do julgamento do dissídio coletivo (de Greve e Econômico).

A decisão se deu após o Governo e a CPTM manterem em audiência realizada no dia 10 de junho, às 13h00, no Tribunal Regional do Trabalho, a mesma proposta econômica apresentada no último dia 2, onde a empresa ofereceu a categoria um reajuste salarial de 1,75%%, considerando o IPC/FIPE dos meses de janeiro e fevereiro de 2011, além de um aumento real de produtividade de 1,5% que totaliza 3,27%.

Diante desse resultado, a possibilidade de um acordo entre as partes foi nula, já que os ferroviários pleiteiam a reposição da à inflação de 2010 (IPC/FIPE) equivalente a 6,5% que, acrescido de 1,75% referente a janeiro e fevereiro de 2011, resulta em 8,25%.

Uma nova assembléia foi marcada para o dia 14 de junho que, segundo o sindicato seria mais um prazo dado pela categoria na tentativa de receberem da empresa ou do governo, uma nova proposta antes do julgamento no dia 15.

O Sindicato conta com a mobilização da categoria e com a a sua participação na próxima assembléia.

Dia 14/06 às 18h00 – Em frente à estação Julio Prestes.


Por Camila Mendes
Da Redação 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

10 de Junho - Dia da Imprensa!

Imagem: vejacomoquiser.blospot.com




O Sindicato dos Ferroviários da Sorocabana, parabeniza todos os Jornalistas e profissionais de comunicação pelo dia da Imprensa.

 São 203 anos fazendo com que as informações de diversos segmentos chegue à população.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Ferroviários se reúnem em assembléia amanhã às 18h00

Os Sindicatos dos Ferroviários da Sorocabana e da Central do Brasil realizam nesta sexta-feira (10), a partir das 18h00, em frente da estação Julio Prestes (SP), assembleia com os ferroviários das linhas 8 (Diamante) ,9 (Esmeralda), 11 (Coral) e 12 (Safira) da CPTM .


A assembléia tem como objetivo avaliar uma eventual proposta do Governo, referente aos itens não acordados em audiência realizada  em 2 de junho no Tribunal Regional do Trabalho, em especial o econômico.



O TRT-SP solicitou aos ferroviários que suspendessem o movimento paredista e deu prazo de 8 dias ao Governo para apresentação de contra proposta, até agora não apresentada. O prazo expira amanhã e o resultado será levado para apreciação da categoria que, permanece em estado de greve desde o último dia 2. 


Por Camila Mendes
Da Redação 

Veja como evitar calote em ação trabalhista

Empregadores que devem à Justiça do Trabalho poderão ter seus nomes inclusos no Serasa ou no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). A medida é aplicada desde o fim do ano passado pelos juízes do trabalho para diminuir o número de processos em que o trabalhador ganha o direito, mas não recebe a grana.

Segundo o TST (Tribunal Superior do Trabalho), a cada 10 trabalhadores que ganham uma ação, somente 3 conseguem receber a grana.

"Uma razão insuperável [para a falta de pagamento] é o devedor não ter dinheiro para pagar, especialmente empresas de pequeno porte", diz Marcos Neves Fava, juiz titular da Vara do Trabalho do TRT (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, que inclui o Estado de São Paulo).

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região 

terça-feira, 7 de junho de 2011

Desafios para o resgate da ferrovia

O trem na terra, ao exemplo do navio nos rios e mares, foi o primeiro meio de transporte coletivo moderno. A locomotiva primitiva era, literalmente, um cavalo de ferro, posto substituir a tração animal pela tração mecânica.

Inicialmente movidos a vapor, pela queima de lenha ou carvão, os trens migraram para os combustíveis fósseis e não faz pouco tempo adotaram a energia elétrica.

Nessa medida, os trens anteciparam os dias de hoje, movidos a preocupações com os efeitos da queima de combustível fóssil necessária ao movimento dos automóveis, motos, caminhões e ônibus.

Por inúmeras razões, entretanto, o trem continua habitando o imaginário das pessoas como modal do passado, embora, na verdade, continue sendo a manutenção de uma modernidade ainda insuperável.

Algumas dessas razões são facilmente identificáveis. A ferrovia foi literalmente desmontada para atender aos interesses do petróleo, em torno de subprodutos que deram nascimento ao asfalto e a toda a indústria automobilística. Os caminhos de ferro foram abandonados em detrimento das rodovias, da mesma forma que os trens em detrimento dos ônibus e caminhões. Pessoas e coisas passaram a transitar sobre pneus, e não mais sobre rodas de aço.

Há, na atualidade, uma nítida clareza que se faz necessário resgatar o que no passado se renegou ao abandono, mas nos vemos as voltas com dificuldades dessa migração às avessas. Parte de nossa malha ferroviária - que era abundante – perdeu-se no meio do mato e das ocupações, e parte está inteiramente a mercê das concessionárias privadas que delas fazem uso monopolista, em proveito apenas dos próprios interesses.

Diante desse impasse, restam poucas opções: desbravar novos leitos ferroviários - como fizeram nossos antepassados - recuperar os leitos abandonados e, em nome do interesse público, obrigar as concessionárias a compartilhar os trilhos.

No que diz respeito ao transporte de pessoas sobre trilhos, poucas ações apontam em pelo menos uma das alternativas anteriores.

Pena que o Estado de São Paulo tenha perdido completamente o espírito de seus pioneiros, dos verdadeiros empreendedores que construíram esta potência, que tem um débito impagável com a ferrovia e os ferroviários, pelo que representaram e ainda podem representar ao desenvolvimento social e econômico deste pedaço do país.

Apesar da fraqueza anêmica de nossos governantes, ainda é possível acreditar que São Paulo Trem Jeito.

Rogério Centofanti

Copasa é condenada por atribuir tarefas inadequadas a empregado hipertenso


A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) terá que pagar uma indenização de R$ 50 mil a um empregado vítima de acidente de trabalho que, com problemas de pressão, sofreu um aneurisma cerebral quando andava por uma tubulação a 1,5m de altura, escorregou e caiu ao tentar ligar um registro em uma obra da empresa. Para a Justiça do Trabalho, a empregadora, ciente da limitação física do funcionário hipertenso, não poderia destacá-lo para realização de manobra em altura, ainda mais que não havia proteção para evitar queda, como a que ocorreu. 

Aposentado por invalidez, o empregado recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho para tentar aumentar a indenização. A Quinta Turma, porém, entendeu não haver condições processuais para exame do recurso de revista. Além disso, o relator, ministro João Batista Brito Pereira, considerou que, com base no quadro fático descrito pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), o valor fixado atendeu aos critérios de proporcionalidade e razoabilidade. 

Negligência 

Na ação, o trabalhador pediu indenização pelas sequelas sofridas no acidente - traumatismo craniano, fratura no úmero (o osso longo) do braço esquerdo e confusão mental. A Vara do Trabalho de Conselheiro Lafaiete (MG) fixou-a em R$ 50 mil, considerando o capital “bilionário” da Copasa, a incapacidade permanente do operário, seu estado de invalidez, os problemas decorrentes da lesão cerebral e da fratura, a necessidade de intervenção cirúrgica e a perda da capacidade de trabalho. 

O que mais contribuiu para a condenação, no entanto, segundo a Vara do Trabalho, foi a conduta reprovável da empresa, por ter negligenciado normas de segurança. Nesse sentido, salientou que a Copasa desrespeitou a Norma Regulamentadora 8, do Ministério do Trabalho relativa a edificações (locais de trabalho): se existisse guarda-corpo no local, trabalhador não teria caído, independentemente da altura da tubulação em relação ao solo ou de ter ou não passado mal. Para o juízo de primeiro grau, por qualquer dos ângulos de análise do caso, houve culpa da empresa. 

Ambas as partes recorreram ao TRT/MG, que manteve a sentença. No exame do recurso da Copasa, o Regional também ressaltou a culpa da empresa. Sabendo que o empregado tinha problemas de pressão, a empregadora não deveria destacá-lo para manobra em altura, serviço incompatível com sua limitação, já que poderia passar mal e acidentar-se, como ocorreu. Além disso, frisou que a Copasa negligenciou a legislação e colocou seus empregados em risco, pois a passagem pela tubulação de 200 polegadas, suspensa, não tinha proteção lateral contra quedas. 

O TRT destacou ainda que o laudo pericial permitia concluir que se o dano cerebral influiu decisivamente para a ocorrência do acidente, “é claro também que a falta de segurança do ambiente de trabalho concorreu sobremaneira para agravar a conseqüência da queda, uma vez que não se tratou de uma queda apenas da própria altura e sim de uma superfície suspensa a 1,5 m do piso”. 

(Lourdes Tavares) 


Esta matéria tem caráter informativo, sem cunho oficial. 
Permitida a reprodução mediante citação da fonte 
Secretaria de Comunicação Social do Tribunal Superior do Trabalho 
Tel.             (61) 3043-4907       

Ferroviários, bombeiros, greves, etc

A greve dos bombeiros militares do Rio de Janeiro causa-me extrema comoção, em especial porque, como dirigente sindical ferroviário, que acaba de estar à frente de uma greve, faz-me ver semelhanças, embora as peculiaridades das categorias e dos movimentos sejam diferentes sob muitos aspectos.

Como os ferroviários de São Paulo, os bombeiros do Rio de Janeiro prestam um serviço considerado essencial, mas, quando reivindicam reajustes salariais bastante razoáveis, merecem do patrão comum – seus respectivos governadores – um atendimento meramente acessório.

No caso dos ferroviários paulistas, questiona-se o prejuízo econômico causado pela greve. Afinal, São Paulo não pode parar, tempo é dinheiro, condição na qual o transporte de pessoas é apenas um elemento de custo, e tratado como tal. Gritam os barões da indústria, do comércio, dos setores de serviços e de bens de capital, que a greve dos ferroviários trouxe prejuízos. Isso faz pensar: somos, afinal, essenciais para os interesses de quem?

Amontoar toda essa gente dentro de “vagões” (nem mesmo sabem que são “carros”), sujeita a assaltos, roubos, violência e risco de acidentes não importa, nenhuma voz se levanta contra isso, nenhuma autoridade atua sobre tamanha indignidade, mas forças se insurgem contra os ferroviários quando, em medida extrema apenas para manter o governo na mesa de negociação, decidem cruzar os braços.

No caso da greve dos ferroviários paulistas, não houve passeata, piquete, arrastão ou qualquer outro recurso que pudesse dar margem à menor suspeita de violência. O ferroviário parou por consciência, e quem fechou as portas das estações foi a empresa, e não os grevistas.

No caso da greve dos bombeiros do Rio, a situação tomou dimensões dramáticas, depois que os paredistas resolveram ocupar o quartel em que trabalham. Imagens da TV demonstram que até tiros de fuzil foram disparados pelos “pares” com a finalidade de desalojá-los. Cenas tristes, lamentáveis, desnecessárias, como a dos grevistas sendo conduzidos em ônibus escoltados e conduzidos a presídios. Foram tratados como bandidos, traficantes.

Em ambas as situações, embora diferentes quanto ao encaminhamento e consequências, continua a pergunta: por que os trabalhadores dos serviços denominados essenciais não podem merecer o mesmo tratamento dos demais trabalhadores aos quais eles servem?

Bombeiros têm da população um nítido reconhecimento e carinho pela importância de suas atividades. Eles atuam em momentos dramáticos, motivo de serem elogiados - da parte dos que hoje os tratam como vândalos - na condição de heróis.

Ferroviários fazem interface cotidiana com o povo que se utiliza do modal, e muitas vezes sofrem na pele o preço da ira dos usuários contra a negligência e o descaso do sistema, sobre o qual têm pouca governabilidade.

Que culpa tem o ferroviário se não existem trens para atender a demanda? Que culpa tem o ferroviário se trens param na via por conta de uma manutenção insuficiente e inadequada? Que culpa tem o ferroviário se as estações são meros “piquetes de carga”, como aqueles para transporte de gado?

Ao contribuinte, entretanto, e com razão, pouco importa saber por que um edifício está em chamas. Ele espera que o bombeiro atue, e atua.

Ao usuário dos trens, e também com razão, pouco importa saber por que as composições não atendem adequadamente as suas necessidades. Ele espera que o ferroviário resolva, e resolve na medida do possível, ainda que muitas vezes na “gambiarra”.

Por que, portanto, não podem essas categorias essenciais receber dos governos ao menos os mesmos direitos dos trabalhadores aos quais servem, dentre eles o exercício da exaustiva negociação, e o pleno direito de greve como recurso extremo?

Se não podem fazer greve, como os demais, precisam ao menos de garantias da negociação plena. O que não cabe, em nome da essencialidade, é impedi-los de negociar com os mesmos direitos e recursos dos demais trabalhadores.

A restrição ao exercício da greve torna os trabalhadores dos serviços denominados essenciais reféns de seus patrões (governos, na maioria das vezes), que usam e abusam dessa condição privilegiada, e que dispensam a eles a condição de cidadãos acessórios, trabalhadores de segunda classe.

Éverson Paulo dos Santos Craveiro – vice-presidente do Sindicato dos Ferroviários da Sorocabana

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Participe da próxima assembleia!

No dia 02/06, como sabido decidimos, em assembleia, pela suspensão da greve.

A suspensão deveu-se a dois fatos:

Na manhã do segundo dia de greve (02/06), o secretário dos transportes chamou nosso sindicato para reunião, reabrindo as negociações, que avançou com as seguintes e novas conquistas: licença maternidade para 180 dias, correção nos salários de ingresso dos maquinistas com pagamentos retroativos e vale-refeição no valor de R$ 18,00. Além delas, comprometeu-se a estudar um novo plano de cargos e salários, pagamento de adicional de risco de vida ao pessoal das estações, isonomia entre salários de ferroviários e metroviários, bem como a reposição da inflação de 2010.

Na tarde do mesmo dia (02/06), no TRT, ficou determinado ao governo apresentar aos ferroviários uma proposta sobre os itens não acordados, e solicitado ao sindicato suspensão da greve, para que o governo tivesse tempo para formular nova proposta.

Em atendimento ao pedido do TRT, os ferroviários presentes à assembleia suspenderam o movimento paredista, mas mantiveram o estado de greve, aguardando por nova proposta do governo. Esse prazo, dado pelo próprio TRT ao governo, expira no dia 10/06.

Onde está o impasse?

O governo ofereceu 3,27% (sendo 1,75% de janeiro e fevereiro de 2011 + 1,5% de ganho real), enquanto o sindicato pleiteia a inflação de 2010 (IPC/Fipe) equivalente a 6,5% que, acrescido de 1,75% referente a janeiro e fevereiro de 2011, resulta em 8,25%.

Até o momento da impressão deste informativo, o sindicato não havia recebido nenhuma nova proposta da empresa. Próxima audiência no TRT ocorrerá às 13h do dia 10 próximo, e o julgamento no dia 15.

Estaremos mantendo a categoria informada sobre eventuais novidades. De qualquer forma, e sob qualquer hipótese, é importante que a categoria continue mobilizada, e que compareça à próxima assembleia:

DIA 10 DE JUNHO – 18 Horas – em frente à ESTAÇÃO JÚLIO PRESTES.


Por Camila Mendes
Da Redação 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Excesso de arrecadação mas sem reajuste salarial

"Alheio ao caos que 2,4 milhões de passageiros por dia da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) estão vivendo devido à greve dos trabalhadores da companhia e aos milhares de alunos das Etecs e Fatecs em todo o Estado, que estão sem aula, pela paralisação dos professores e funcionários destas instituições, o governo Alckmin não faz uma negociação que reponha, minimamente, as perdas salariais destas categorias, apesar do excesso de arrecadação de mais de R$ 1,5 bilhão atingido no primeiro quadrimestre do ano pelo governo do Estado", afirma o líder da bancada petista na Assembleia paulista, deputado Enio Tatto.

Segundo levantamento da assessoria técnica da Liderança do PT na Assembleia, a previsão é de que, até o final do ano, sejam arrecadados pelo governo estadual R$ 5 bilhões a mais que o previsto no Orçamento de 2011.

"Os trabalhadores reivindicam reposição de perdas salarias, mas o governador Alckmin segue a política antiga do PSDB que é a de arrochar salários", ressalta Tatto.

Nas escolas e faculdades de tecnologia, os professores estão parados desde 13/5 e, em audiência pública na Assembleia Legislativa, no dia 25/5, representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza denunciaram que os salários dos professores das escolas técnicas de São Paulo são os menores do país - o vale refeição é de apenas R$ 4 por dia, e já acumulam um perda salarial de 58%. O governo Alckmin ofereceu, a partir de julho, reajuste de 11%.

Também a pauta de reivindicações dos ferroviários é para reposição salarial com base no período de janeiro de 2010 a fevereiro deste ano, pelo maior índice (entre INPC, IBGE, IPC-Fipe e ICV-Dieese), aumento real de 5% e mudanças no plano de cargos e salários. A data-base é 1º de março e, de acordo com o sindicato da categoria, a CPTM propôs reajuste de apenas 3,25%.

Fonte: Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo